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Mitos e verdades sobre o ensino bilíngue

Fonte:Colégio Progresso
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5 mitos e verdades sobre o ensino bilíngue

 

A educação bilíngue ainda gera muitas curiosidades e dúvidas. Em paralelo, cada vez mais famílias têm optado por esse ensino. Os motivos são distintos, mas o principal é facilitar a vida dos filhos que terão uma segunda língua como natural desde cedo. Segundo Ana Sgarbi, coordenadora do ensino bilíngue no Colégio Progresso, muitos pais ainda têm dúvidas e acreditam que a educação bilíngue desde cedo pode atrapalhar o aprendizado, quando não é verdade. “Muitos estudos comprovam o contrário. Os ganhos são muitos. Alguns deles estão na pronúncia: se a criança tem contato com uma segunda língua desde a primeira infância, reconhece e produz os fonemas de maneira muito mais natural, sem se preocupar com comparações com sua língua materna”, comenta.

Confira 5 mitos e verdades que precisam ser esclarecidos sobre o assunto:

 

  •          Educação bilíngue atrapalha o aprendizado: MITO

Pesquisas na área de neurociência mostram que iniciar a escolaridade em escolas bilíngues em nada atrapalha. Muito pelo contrário, a criança, quando exposta à segunda língua desde cedo, tem seu cérebro estimulado em diferentes regiões, o que possibilita conexões mais rápidas e naturais. aQuando atinge idade escolar avançada, essas conexões mais velozes vão possibilitar muitos ganhos pedagógicos.

 

  •          O ensino bilíngue desenvolve os lados cognitivo e social: VERDADE

Os ganhos acadêmicos são muitos: fluência na língua, naturalidade na comunicação, melhor compreensão de regras gramaticais e conexões mais rápidas. Mas os ganhos sociais também são bastante significativos. Crianças expostas à contextos bilíngues tendem a ser mais criativas, mais flexíveis e a desenvolverem  habilidades de resolver problemas, mostrando uma mente mais aberta e respeitosa às diversidades. Essas habilidades são extremamente importantes atualmente, uma vez que o mercado de trabalho vem mudando consideravelmente e novas profissões estão surgindo.

 

  •          A criança também tem imersão em uma segunda cultura: VERDADE

Em um contexto bilíngue, o segundo idioma não é somente uma disciplina, nem só a língua usada para comunicação entre professores e alunos. Inevitavelmente, expressões e vocabulários específicos da língua em questão são trabalhados. Mas são trazidas também questões relacionadas à alimentação, vestimenta, brincadeiras, semelhanças ediferenças de modos de viver, pensar e organizar o mundo, tornando-se naturais para as crianças. Se pensarmos que a cultura é isso, então sim, crianças expostas à educaçãobilíngue têm contato com diferentes culturas.

 

  •          A criança pode esquecer a segunda língua aprendida senão treinada em casa: MITO

Pesquisadores da área da linguagem diferem “aprender” de “adquirir”. Quando você aprende uma segunda língua, você domina questões gramaticais, sabe regras e usos. Porém, quando você adquire uma segunda língua, você desenvolve habilidades de se comunicar com um interlocutor, compreendo e se fazendo compreender. Muito mais do que acumular informações, a aquisição de uma segunda língua requer interação significativa, natural e contextualizada, em situações reais de convívio.

Assim, quando faz sentido, é significativa e foi adquirida pela criança, não há necessidade de treinar em casa para não esquecer. Sempre que houver a oportunidade de interação real, a comunicação aparecerá.

 

  •          A educação bilíngue é mais fraca. MITO

Não existe uma única possibilidade de educação bilíngue e nem um único currículo a ser seguido. Como a escola se organiza para oferecer esse ensino  depende dotipo de aluno que a escola quer formar e onde quer chegar. “Se pensarmos, no entanto, que ser bilíngue é ser capaz de se comunicar em duas línguas, a grade curricular de uma escola deve proporcionar que os alunos sejam capazes de produzir e se comunicar nas duas línguas. Mas ela não deve alterar sua prática pedagógica. Seus ideais, suas características, seus alicerces serão os mesmos independentemente de ser bilíngue ou não”, esclarece Ana Sgarbi, coordenadora do Colégio Progresso.

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